domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Despedidas
Nunca se sabe onde está uma despedida. Até no afã do até logo pode esconder-se um nunca mais. Na frase infeliz, na simples conversa, algo pode estar morrendo, do amor ou da amizade.
Há despedidas que não são patentes. Não se lhes percebe o estalo do afastamento, que pode estar no instante de mau humor, na resposta infeliz, na alegria que não se repete ou na palavra que deixamos de dar e receber. Às vezes, está na palavra que dizemos.
Nem sempre as pessoas se separam: esgarçam-se às vezes. Viver esgarça. É algo que se afasta sem romper completamente. Também no que esgarça pode haver despedida pois, embora não haja perda de matéria, nunca mais será como antes.
Despedir-se é sutil, nem sempre aparece. Seres em mutação, vivemos a mudar sem saber. Na mudança, transforma-se em recordação o que antes era união e vontade, amizade ou convivência. Tudo faz-se retrato, álbum, caderno, poema, carta, saudade ou memória. A despedida não é por querer: acontece a despeito. Um simples "até já" pode conter inimagináveis nuncas. Ou sempres.
Maravilhosa e cruel a vida! Tudo pode acontecer. As ligações, salvo poucas, fazem-se precárias e falíveis. Nosso destino é preso a acontecimentos semicontroláveis. Ou impulsos, cansaços, e as discordâncias, são imprevisíveis. E geram despedidas antes insuperáveis.
Ninguém sabe de quem se afastará. Nem quais as amizades e amores de toda a vida, nada obstante existam. Raros captam a dor que estala em cada hipótese de despedida. Separar-se contém sempre a hipótese da despedida. Por isso, uma dor sempre se infiltra em cada afastamento. Algo se assusta, escondido em tudo o que se separa. Ainda que para ir ali pertinho e logo voltar.
Quem viaja ameaça a despedida. "Partir é morrer um pouco". Dizem os franceses, e com razão. Ainda que para encontrar-se depois, quem parte arrisca despedidas. Por isso, a emoção subjacente percorre-lhe o mistério e a "região das certezas absolutas".
As grandes despedidas dão-se - contudo - sem que o percebamos. As que sabemos e sofremos não são despedidas completas, pois a saudade e a memória hão de trazer de volta o sentimento genuíno que agora causa dor. As grandes despedidas infiltram-se no cotidiano e nos atos corriqueiros de cada dia sem ser percebidas. Muitos anos depois, vamos verificar que disfarçado em dia-a-dia ali estavam e estalavam saudades antecipadas, vários nuncas dos quais jamais suspeitamos. Nunca se sabe onde está uma despedida.
A não ser muito depois.
*at
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
André Czarnobai
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Eu preciso te dizer
que em cada pensamento meu, tua imagem ocupa um espaço;
que não me imagino vivendo sem vc.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Amor fora de moda
Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo...
Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhecebem...
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.
Se não estivesse tão fora de moda...Eu iria falar de Sinceridade.
Sabe, aquele negócio antigo de Fidelidade...Respeito mútuo...e aquelas outras coisas que deixaram de te valor?Aquela sensação que embriaga mais que a bebida; que éter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas...
A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos,mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem odireito de possuir...
Se não estivesse tão fora de moda...Eu iria falar em Amizade.Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem bem...O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro e vice-versa.A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar...
Se não estivesse tão fora de moda...Eu iria falar em Família. Sim...Família!Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões.Pai, Mãe, Irmãos, Irmãs, Filhos, Lar...Aquele bem maior de ter uma comunidade unida, pelos laços sangüíneos e protegidas pelas bênçãos divinas.Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias...E depois, eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como... a Felicidade.Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...Ainda assim, gostaria que a sua vida fosse repleta dessas questões tão fora de moda e que, sem dúvida,fazem a diferença!
sábado, 18 de julho de 2009
Parei para refletir sobre esta verdade. Como nós temos dificuldades para mudar certos hábitos!
Há quanto tempo você está tentando se transformar? Já há alguns dias, meses, anos?
Chega-se a uma conclusão que as maiores batalhas que enfrentamos não são exteriores, mas, sim, internas.
O quanto já conhecemos de nós mesmos? Quanto já conseguimos melhorar nossa ignorância, impaciência, arrogância, ansiedade, falta de solidariedade, de caridade?
E, quando falamos de caridade, não estou me referindo a bens materiais, mas à doação de um sorriso sincero, um aperto de mão verdadeiro, um abraço com energia. Coisas que não exigem tanto de nós. Porque a grande dificuldade que encontramos é de nos doarmos.
Por que não fazer tudo com mais prazer? É... Reforma íntima não é fácil, mas precisamos continuar tentando e policiar qualquer pensamento negativo.
